Psicoterapia ?!

A Psicoterapia consiste num processo de desenvol-vimento pessoal e de auto-conhecimento do ser humano. Ela tem como objetivo esclarecer ou "trazer à luz" o modo como a pessoa se expressa (existe) no mundo. Como é a sua existência??Quais relações você estabelece com os outros e consigo mesmo??Que visão de mundo norteia suas ações, pensamentos e humores??Quais recursos internos você possui e quais pode desenvolver na vida cotidiana??


Para quê todas estas perguntas?!


O sujeito que conhece a si mesmo é capaz de compreender como ele é solicitado pelo mundo(atividades diárias, relacionamentos, projetos de vida, etc) e como ele responde à essas solicitações, de modo que o seu existir está em sintonia com a sua atuação diante das diversas situações que vivencia.


Sendo assim, seus princípios e valores pessoais são reconhecidos enquanto o SEU referencial de vida, estando integrados ao seu sentir, pensar e agir, como unidade. O indivíduo é capaz de reconhecer-se em seus atos, ele vê características suas naquilo em que investe afetivamente (projetos, relacionamentos, dentre outros).


Diante de tantas informações, influências, diferentes formações, classes sociais, valores culturais, todos extremamente "voláteis" , o homem que vivência a pós- modernidade está afundado em incertezas. Segundo Rojas, 1996, vivemos numa época em que nos configuramos como homens lights, ou seja " (...) o homem sem substância, sem conteúdo, entregue ao dinheiro, ao poder, ao sucesso e ao gozo ilimitado, sem restrições".


A Psicoterapia visa ampliar a percepção do ser humano sobre si mesmo e acerca das relações que constrói. O sujeito transforma-se em autor de sua própria história, rompendo a passividade de um mero expectador de acontecimentos ao acaso, dos quais não possui controle algum. Esse indivíduo passa a realizar escolhas, responzabilizando-se por elas e compreendendo como estas (até as consideradas banais) são importantes para compor e determinar o fluxo da vida. Enxergar possibilidades para a existência e a partir de então realizar escolhas, assumindo todas suas implicações é uma árdua tarefa. Quando adoecemos existencialmente, nos encontramos sem saídas, encurralados, paralisados pelas circunstâncias de uma situação ou de diversas situações.

Os caminhos estão enevoados e mal podemos enxergar à nossa frente. Sentimentos como desamparo, angústia, estagnação, tristeza, irritabilidade, medo, ansiedade, dentre outros nos lembram de que o momento no qual nos encontramos não nos é confortável, ou não nos diz res-peito ("isso não é meu!") ainda poderia ser totalmente diferente.De acordo com Jean Paul Sartre, “(...) muitas vezes não fazemos o que queremos e, no entanto, ainda somos responsáveis pelo que somos”. Portanto, ser autor de sua própria história, ser responsável por suas escolhas, é agir e sentir de acordo com o que se É. Jornada longa, mas necessária da busca de si mesmo, se quisermos nos afastar da falta de sentido da vida. Somente a partir do que somos podemos existir em harmonia com os outros humanos, conosco, com os objetos, com a lida de cada dia.A Psicoterapia é uma alternativa que promove o aprendizado, a reflexão sobre aquilo que fazemos conosco, com nossas vidas, ela é um instrumento que auxilia a romper ciclos aprendidos que nos remontam a situações já conhecidas (agradáveis ou não), a clarificar formas de pensamento e o sentir que estão arraigados e que podem nos trazem sofrimentos, que muitas vezes não nos dizem respeito.



Cintia Jerez.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A Felicidade Realista

"A príncipio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta estarmos sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto o amor? Ah, o amor... não basta alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza, fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno, queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser feliz assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ser ou não, sinônimo de felicidade. Você pode ser solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. O suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com esse pouco que vai segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça,como um pouco de humor, um pouco de fé, um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites ganha o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas de tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a.
Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude em nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade."

Mário Quintana.

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